sexta-feira, 15 de março de 2013

5. Conclusões




Ao longo deste paper procurámos sintetizar, a partir das várias leituras e ensinamentos recolhidos nas aulas de seminário de Legislação e Ética na Atividade Editorial”, e refletir acerca da problemática dos Direitos de Autor. Abordamos a questão com a filtragem histórica nacional e internacional desta matéria e procurámos o seu enquadramento jurídico na legislação em vigor ou decorrente dos tratados internacionais e normativos da União Europeia. Considerando os manuais escolares como objetos editoriais com características peculiares e veículos privilegiados de fixação e transmissão multidisciplinar de conhecimentos transversais e fundamental dimensão, sociológica, filosófica e ideológica, tentámos perceber de que forma o seu estatuto e a sua primordial função estão salvaguardados pela ética editorial e pelas iniciativas legislativas ao serviço da Educação e dos processos de criação, produção, comercialização e distribuição.
As questões dos direitos de autor relativamente aos manuais colocam-se primeiramente no planos dos autores e das obras constantes nas edições didáticas (analógicas ou multimédia) e em segundo lugar no planos dos autores dos próprios manuais e na sua relação contratual com os editores. Parece-nos que, de acordo com as evidências apresentadas que os instrumentos legais em vigor salvaguardam a rigorosa aplicação da Lei n.º 16/2008 de 1 de Abril.
Consideramos que uma boa parte desta problemática nos aponta para caminhos de investigação que se desviam claramente das questões autorais e patrimoniais e se podem centrar no campo da pedagogia didática, da política e da economia. Percebemos que a principal questão em torno dos manuais é a sua capacidade de gerar receitas garantidas e atrair lógicas comerciais de poderosos objetivos editoriais quase sempre a coberta de legislação que nem sempre se isenta de proporcionar um desequilíbrio de interesses.